História

 

No Sítio Cabaças, de propriedade de Pedro Soares Santos, extamente no local onde se encontra hoje a sede do município, nasceu a cidade de Santa Terezinha.

 A primeira casa de tijolos foi construída por João Soares dos Santos, em 1924, a terceira casa a ser erguida no local foi da do Sr. José Vieira, o qual instalou no local uma casa comercial, a quarta casa do lugar foi construída apenas em 1928 por Francisco Rufino de Lucena, onde foi realizada, no dia 17 de outubro de 1931, a primeira missa da cidade. No mesmo ano, realizar-se-ia a primeira feira que perdurou através dos anos com grande movimentação.

Na celebração da primeira missa o celebrante, Padre José das Neves, na época vigário de Patos, solicitou que se fizesse uma coleta pública dali para frente no sentido de angariar fundos para a construção de uma capela, construção esta iniciada logo depois e concluída no ano de 1934.

O Patrimônio de Santa Terezinha, padroeira da cidade, foi doado por Pedro Pereira de Sena, enquanto Francisco Rufino de Lucena doou os meios para a formação do Patrimônio e fundação da cidade.

 Distrito criado com a denominação de Santa Teresinha, pelo decreto-lei estadual nº 653, de 0512-1951, subordinado ao município de Patos.

 Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o distrito de Santa Teresinha, figura no município de Patos.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Elevado à categoria de município com a denominação de Santa Teresinha, pela lei estadual nº 2677, de 22-12-1961, desmembrado de Patos. Sede no antigo distrito de Santa Teresinha. Constituído do distrito sede Instalado em 28-12-1961.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

 Santa Teresinha é um município brasileiro localizado na microrregião de Patos, estado da Paraíba. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2009 sua população era estimada em 4.778 habitantes. Área territorial de 358 km². Integra a Região Metropolitana de Patos.

O nome foi sugestão do vigário local, Padré José Neves, e pelo fundador da municipalidade, Francisco Rufino de Lucena, pelo fato da primeira missa ocorrida na cidade ter acontecido no mês de outubro, durante o qual se comemora as festividades de Santa Teresinha.

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[6]. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

Em relação a cultura, o município realiza uma das maiores festividades juninas da Paraíba, pelo menos em quantidade de dias, superando o "Maior São João do Mundo" em Campina Grande. Santa Teresinha teve em 2016, de 1º de junho até 3 de julho, 33 dias de festa e em toda a estrutura do evento, a prefeitura investiu em torno de R$ 60 mil reais.

Santa Terezinha também é conhecida como Terra do Poeta Odilon Nunes de Sá

Odilon Nunes de Sá, poeta talentoso, Odilon Nunes de Sá foi uma das maiores expressões da poesia popular no Sertão das Espinharas. Nasceu a 8 de dezembro de 1900, no sítio Riacho do Cipó, zona rural do antigo município de Patos, hoje, parte integrante do território de Santa Terezinha, Estado da Paraíba. Foram seus pais Celso Nunes de Sá e Maria Nunes do Espírito Santo. Órfão de pai, aos 13 anos de idade, juntamente com seus cinco irmãos menores, teve que trabalhar para garantir o sustento de sua família.

Menino pobre, não teve muito acesso à escola. O próprio poeta, em notas autobiográficas, afirma: “como criança de poucas condições financeiras, tive que me contentar com o quarto ano primário, cujo grau escolar representava uma grande conquista”.

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Sua juventude foi toda vivida no meio rural, trabalhando na agricultura e enfrentando as dificuldades da vida. Contudo, ainda encontrou tempo para aprender a tocar ‘concertina de oito baixos’, tornando-se exímio tocador. Com sua arte, alegrava as noites de seu sertão e ganhava alguns trocados.

Era, em sua mocidade, o maior tocador da região das Espinharas. No entanto, a poesia estava em seu sangue, em suas veias. E, “com o passar dos tempos - dizia o próprio Odilon - senti que era mais fanático pela poesia, dom divino que descobrira desde a infância”. Em 1936, aos 35 anos de idade, Odilon Nunes de Sá passou a exercer as profissões de tocador e cantador, atuando com freqüência nas feiras do Sertão das Espinharas. E, logo “entendeu que era mais fanático por poesia”.

Em princípios do ano seguinte, levado pelas dificuldades da vida, transferiu-se para o interior da Bahia, na companhia de sua genitora. Por dois anos, viveu pelos sertões baianos, cantado e tocando para ganhar o ‘pão de cada dia’. Foi por esse tempo que firmou-se como cantador, tendo topado um desafio com o famoso Manoel Campina, à época, o melhor cantador daquele Estado nordestino.

Em 1939, Odilon Nunes de Sá estava de volta ao Sertão das Espinharas. Nesse mesmo ano, aos 9 de novembro, contraiu núpcias com a senhora Maria Camboim Nunes de Sá, que foi sua companheira até o final de sua fecunda e produtiva existência. Casado, deixou de lado a ‘concertina’, dividindo seu tempo com as atividades agrícolas e a poesia. Em busca do sucesso, apresentou-se em várias capitais brasileiras, a exemplo de João Pessoa, Natal, Curitiba, Fortaleza, Belém, Salvador e São Paulo, onde participou de diversos congressos de violeiros e festivais de poesia popular.

Em 1954, apresentou-se num festival junino, realizado na sede social do ‘Náutico Esporte Clube’, no Recife, oportunidade em foi aplaudido de pé, por todos os presentes, ao declamar belas composições de sua lavra. Sintonizado com tudo que dizia respeito à poesia popular, esteve presente também de vários eventos festivos, na Paraíba, tendo ainda feito programas nas Rádios Tabajara (João Pessoa), Borborema (Campina Grande) e Espinharas, de Patos.

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